MENU
Hospital Binacional de Fronteira ganha apoio de estudantes de Medicina e reforça debate sobre futuro da saúde na região
O Hospital Binacional de Fronteira está sendo projetado como um hospital-escola, com aproximadamente 160 leitos, aberto à participação de diferentes instituições de ensino.
Por Giovani Cezar
Publicado em 09/07/2026 23:51
Saúde
Estudantes destacam impacto na formação médica

O projeto do Hospital Binacional de Fronteira considerado estratégico para transformar a saúde entre Brasil e Paraguai ganha força com apoio dos estudantes de Medicina. A iniciativa foi apresentada nesta quinta-feira (10) pelo CEO do Grupo Monarca e pré-candidato a deputado federal, Carlos Bernardo, a alunos de diferentes universidades da região, que destacaram a importância de uma estrutura hospitalar de alta complexidade voltada ao atendimento da população e à formação de novos profissionais.

O Hospital Binacional de Fronteira está sendo projetado como um hospital-escola, com aproximadamente 160 leitos, aberto à participação de diferentes instituições de ensino. A proposta é criar uma estrutura capaz de oferecer atendimento especializado, ampliar vagas de internato e residência médica, além de fortalecer a formação dos futuros profissionais que irão atuar na região.

Durante o encontro, Carlos Bernardo destacou que o projeto nasce de uma necessidade concreta da fronteira, que nos últimos anos registrou crescimento populacional, aumento no número de estudantes e maior demanda por serviços públicos, especialmente na área da saúde.

“Esse não é um projeto de uma universidade, de uma instituição ou de uma pessoa. O Hospital Binacional será um patrimônio da fronteira, um hospital-escola aberto para todas as faculdades, para que possamos unir forças na formação de profissionais e, principalmente, garantir atendimento de qualidade para a nossa população. Esse é o grande propósito de todo esse trabalho: transformar a saúde da nossa região e deixar um legado para as próximas gerações”, afirmou Carlos Bernardo.

Segundo o CEO do Grupo Monarca, a fronteira já conseguiu avançar significativamente na formação médica, mas ainda enfrenta um grande desafio relacionado à estrutura hospitalar. Ele ressaltou que muitos profissionais que atuam em Mato Grosso do Sul foram formados nas universidades da região, mas a falta de um hospital de grande porte limita novas oportunidades de atendimento e capacitação.

“Formamos médicos, mas agora precisamos garantir o ambiente adequado para que esses profissionais possam se preparar ainda melhor e para que a população tenha acesso a uma saúde mais resolutiva. Não podemos mais aceitar que pacientes precisem ser transferidos para outras cidades por falta de estrutura. A fronteira cresceu e precisa de projetos compatíveis com essa nova realidade”, afirmou.

Estudantes destacam impacto na formação médica

Entre os participantes do encontro estava o estudante Guilherme da Silva Nunes, acadêmico do quinto ano de Medicina da Universidade UPAP, em Pedro Juan Caballero. Próximo de iniciar o internato, ele destacou que o hospital representa uma oportunidade não apenas para os estudantes, mas para toda a população fronteiriça.

“Esse projeto é fundamental para toda a comunidade. Nós acompanhamos a realidade da saúde na fronteira e sabemos da grande demanda por atendimento, por vagas de internato e por espaços adequados para a prática hospitalar. Um hospital-escola como esse vai abrir portas para os estudantes e, principalmente, melhorar o acesso da população aos serviços de saúde”, afirmou Guilherme.

Para o acadêmico, a estrutura poderá reduzir dificuldades enfrentadas atualmente por pacientes que aguardam exames, consultas e procedimentos especializados.

“Com uma estrutura desse porte, poderemos oferecer um atendimento mais rápido e eficiente, beneficiando tanto quem precisa de assistência quanto quem está se preparando para cuidar das pessoas no futuro”, destacou.

Apoio de lideranças locais

O vereador de Ponta Porã, Edinho, reforçou o apoio ao projeto e destacou que a saúde é uma das principais demandas recebidas pela população.

“A maior procura que chega ao nosso gabinete é justamente na área da saúde. As pessoas esperam por exames, cirurgias e atendimentos especializados. Quando falamos de um Hospital Binacional, estamos falando de uma mudança real na vida das pessoas. Estou ao lado desse projeto porque acredito que ele pode transformar a realidade da nossa fronteira”, afirmou.

O guarda municipal Antunes também declarou apoio à iniciativa e destacou a importância de fortalecer projetos que tragam desenvolvimento para a região.

“O Carlos acredita nessa fronteira e conhece a realidade daqui. O Hospital Binacional é um projeto que pode fazer diferença na vida das pessoas. Precisamos unir forças, conversar com a comunidade e mostrar a importância dessa iniciativa para o futuro da nossa região”, afirmou.

Com a expansão da população, o crescimento das universidades e o aumento da demanda por serviços de saúde, o Hospital Binacional surge como uma proposta para unir atendimento médico, formação profissional e desenvolvimento regional, consolidando a ideia de que o futuro da fronteira passa por investimentos estruturantes capazes de beneficiar as próximas gerações.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!

Chat Online