O empresário e candidato a deputado federal Carlos Bernardo participou, na noite de quarta-feira (19), em Dourados, de jantar promovido pelo Consórcio Nacional DAF, a convite da Caiobá Trucks. Cliente da marca no setor de transportes, Bernardo aproveitou o encontro com empresários e profissionais ligados ao transporte rodoviário para reforçar uma das linhas de seu projeto para Mato Grosso do Sul: transformar a posição logística do Estado em emprego, renda e novos investimentos.
A relação de Carlos Bernardo com o setor não é apenas institucional. Ele é proprietário da Transporte Interamericano e afirma que entre 70% e 80% de sua frota é formada por caminhões DAF. A experiência empresarial, segundo ele, ajuda a mostrar na prática a importância de planejamento, investimento e segurança para quem precisa ampliar uma operação.
Ao falar sobre o Consórcio Nacional DAF, Bernardo destacou exatamente esse caráter de planejamento.
“Se souber fazer bem feito, de forma organizada e programada, é um bom investimento. O negócio que eu tenho com a DAF é bem organizado. Estou muito satisfeito”, afirmou.

O Consórcio Nacional DAF é uma parceria da fabricante com a Randon Consórcios e é utilizado como alternativa para aquisição, ampliação ou renovação de frotas. A unidade da Caiobá Trucks em Dourados está instalada às margens da BR-163, um dos principais corredores de transporte e escoamento da produção de Mato Grosso do Sul.
O encontro também colocou em evidência a presença da cadeia de transporte pesado na economia estadual. Segundo João Francisco, Gerente Comercial e Pós Vendas da filial DAF Caiobá Trucks Dourados, a empresa atua no mercado há 40 anos e representa a DAF em Mato Grosso do Sul desde a chegada da fabricante ao Brasil. Ao longo desse período, o grupo afirma ter investido na expansão da marca no Estado, acompanhando o crescimento do transporte rodoviário e da atividade produtiva sul-mato-grossense.
A atuação inclui a comercialização de caminhões, soluções financeiras voltadas à aquisição e renovação de frotas, assistência técnica especializada e oferta de peças genuínas e multimarcas. A presença da DAF em grandes frotas, na avaliação de Bernardo, também demonstra como o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul cria demanda para uma cadeia econômica muito maior do que apenas a venda de veículos.
Experiência empresarial levada para a política
Para Carlos Bernardo, discutir caminhões, transporte e logística significa discutir diretamente a capacidade de Mato Grosso do Sul de competir, atrair empresas e gerar empregos.

A visão está incorporada ao projeto político que ele apresenta para o Estado. Uma das propostas é tratar infraestrutura logística como parte da política de desenvolvimento econômico e aproximar investimentos privados das cadeias locais de fornecedores.
A ideia é que um grande investimento não termine dentro dos portões de uma empresa. Ele precisa movimentar também transportadoras, oficinas, fornecedores de peças, prestadores de serviços, comércio e geração de mão de obra qualificada.
“Mato Grosso do Sul tem uma posição estratégica que poucos estados brasileiros possuem. Mas a localização, sozinha, não produz desenvolvimento. Precisamos de estradas, logística, empresas, serviços e gente preparada para aproveitar as oportunidades que estão chegando”, avaliou Bernardo.
Dourados no centro da logística
A realização do encontro em Dourados também tem um significado econômico. Segunda maior cidade do Estado, o município está no eixo da BR-163 e cercado por uma das regiões de maior produção agropecuária de Mato Grosso do Sul.
Para Bernardo, fortalecer cidades como Dourados como polos logísticos e empresariais é parte de uma estratégia para descentralizar o crescimento econômico.
“Não podemos pensar em desenvolvimento apenas como produção. Precisamos olhar tudo o que existe ao redor dela: quem transporta, quem faz manutenção, quem fornece peças, quem presta serviço e quem trabalha nessas empresas. É assim que o dinheiro circula e o emprego fica aqui”, afirmou.
Fonte: Mayara de Sá Chaves